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REFLITA

"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo".
Nelson Mandela



quarta-feira, 14 de julho de 2010

NOVOS TEMPOS


Dalva Silva Souza 
http://reflexoesespiritasdadalva.blogspot.com/

A influência da Religião é muito importante no processo de educação do ser humano, pois há em cada criatura uma necessidade natural de transcendência. E toda religião educa, porque busca aproximar a criatura de Deus, tirando-a dos limites estreitos da vida material. As sucessivas revelações religiosas no decurso dos tempos tiveram a finalidade de educar o homem. Ao Ocidente, chegaram influências fortes da crença instituída ao tempo de Moisés com base em castigos e recompensas terrenas e materiais e da teologia judaico-cristã, fundamentada em sanções espirituais extraterrenas, que misturou a antiga crença do povo hebreu aos ensinamentos do Evangelho de Jesus. As religiões que se baseiam nessas ideias, de modo geral, procuram orientar os homens para a prática do bem, como caminho para Deus, mediante ameaças de castigos e promessas de recompensas. Esse processo se assemelha à domesticação: o adestrador oferece ao animal um torrão de açúcar ou uma chibatada, conforme revele ou não o comportamento esperado.
A influência da religião foi tão forte em nossa cultura, que seu sistema educacional repressor foi incorporado pela família e pela escola. A ideia do pecado original em que se apoiou o modelo catequético de educação usado pelos jesuítas ainda tem grande influência no Brasil, gerando uma ação pedagógica acentuadamente repressora. Hoje, qualquer pessoa concorda em que há necessidade de mudar esse modelo educacional, já que essa prática pedagógica não se mostra capaz de promover a formação integral do educando. A assimilação de teorias prontas e acabadas impede o desenvolvimento da criatividade e do pensamento crítico. Será que estamos atados ainda ao conceito de castigo instituído por Moisés, sem ter assimilado a ideia amorosa que Jesus introduziu em seu Evangelho: nem castigo, nem perdão, mas fazer o bem por ser bom?
Felizmente, novos ventos começam a soprar, novas visões de mundo vêm possibilitando também a instituição de novos modelos pedagógicos, que podem levar à libertação das amarras do pensamento e favorecer uma ação educacional endereçada ao desenvolvimento integral da criança.
Desde o século XIX, por exemplo, uma nova doutrina surgiu, trazendo em seu bojo uma nova leitura do Cristianismo, que pode nos ajudar a superar o modelo catequético. O Espiritismo, codificado por Allan Kardec, em seu aspecto religioso, fundamenta a proposição do desenvolvimento das três mais significativas virtudes: perdão, justiça e caridade, e inspira a construção de um modelo pedagógico mais democrático e aberto.
Da perspectiva espírita, a criança deve, desde cedo, aprender a relevar os agravos que vier a sofrer, a trabalhar seu sentimento inato de justiça e a dirigir sua força amorosa para o próximo. É preciso que o educador, sobretudo pelo próprio exemplo, leve a criança a promover a emersão de seu potencial anímico de perdão, justiça e caridade. Para se atingir essa realização, uma sugestão interessante seria a criação de um estudo específico para pais, professores e profissionais da educação acerca dos princípios dessa pedagogia que se pode implantar, a partir do entendimento espírita, porque só se conseguirá a mudança do modelo atual de educação pelo esforço conjunto de todos os que estão envolvidos com a criança nos diversos momentos de sua vida.
Do ponto de vista espírita, os filhos são Espíritos reencarnados, integram-se à família, atendendo a um planejamento previamente elaborado no mundo espiritual, com o propósito de continuarem seu processo evolutivo, o que inclui a reorganização dos laços afetivos com os que se situam no mesmo grupo familiar. Por isso é importante que os pais ofereçam uma ambientação psicológica favorável ao desenvolvimento da fraternidade entre todos os membros da família, começando por demonstrarem eles mesmos essa capacidade de relacionamento fraterno. Uma ambiência hostil, com manifestações de agressividade e rejeição ou uma ambiência de superproteção são prejudiciais ao desenvolvimento sadio da criança, podendo provocar enfermidades físicas ou psíquicas e desvios comportamentais graves que comprometem seriamente a capacidade de aprender. No lar, os pais constroem a psicosfera em que a criança terá que viver e, na escola, são os professores que poderão criar uma ambientação favorável ao pleno desenvolvimento das potencialidades infantis. É preciso, pois, que todos estejam conscientes de suas responsabilidades e se disponham ao esforço de vencer sua própria tendência de repetir com as gerações novas as práticas educacionais de seu tempo de crianças.
Estamos vivendo uma nova realidade e os desafios que se apresentam são grandes, mas, se houver amor, todos os obstáculos poderão ser vencidos. Como ensina Emmanuel: “A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.”

UM DEDO DE PROSA



No dia 28 de junho a equipe do Centro Educacional Conhecer teve a oportunidade de receber o Professor, Músico, membro da ONG Felizcidade e, principalmente Amigo, JOSÉ GABRIEL COUTO DE VIVEIROS BARBOSA para um "dedo de prosa" (como se diz no bom mineirês).
Neste encontro José Gabriel, falou da importância da  música erudita na educação infantil, ressaltando que um trabalho realizado de forma consciente pode atingir nossa missão maior: deixar seres humanos melhores para o mundo.